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TEMAS (GERAL) POR SÉRIE E TURMAS

2017: VC TEM FOME DE QUE?

 

 

6º ANO

TEMA GERAL: 

JUSTIÇA: O CIDADÃO, A SOCIEDADE E O DIREITO

A ideia é discutir a democracia como sistema social pra além da forma de Governo. Para tanto, pretendemos pensar as leis e o direito na contramão da noção de que as leis interditam a liberdade dos cidadãos. O objetivo de nosso tema é pensar o Direito como regulação da vida social, central em nossa convivência na diversidade. Assim, propomos quatro enquadramentos: as liberdades individuais; a liberdade de expressão, os direitos sociais e o problema de se viver em uma situação de exceção em que os direitos individuais e coletivos são suspensos.


 

6º A LIBERDADES INDIVIDUAIS:

INCENSO FOSSE MÚSICA

isso de querer ser
exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além

Paulo Leminski

Art. 5º da Constituição da República Federativa do Brasil: Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo--se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:(…).


 

A individualidade de cada um de nós, cidadãos, depende da existência de leis que permitam que essa diferença exista em relação com o grupo maior do qual fazemos parte: a sociedade. A Constituição garante, em sua letra, uma série de prerrogativas que afirmam essa possibilidade como liberdade de consciência e de pensamento, de crença e de culto religioso, de expressão, etc. Investigar esses direitos individuais existentes e discutir sua importância na afirmação das individualidades é o desafio dessa nossa proposta.


 

6º B LIBERDADE DE EXPRESSÃO

Porque há o direito ao grito.
Então eu grito.

Clarice Lispector

O artigo IX da Constituição – “é livre a expressão da atividade intelectual, artística, científica e de comunicação, independentemente de censura ou licença”;

 

A liberdade de expressão é uma prerrogativa do cidadão que envolve o livre acesso à informação e à possibilidade de se expressar sem censura de qualquer forma, desde que não ofenda por suas construções outros indivíduos ou grupos. Em uma sociedade democrática, essa prerrogativa é o que permite que todos os cidadãos possam comunicar aos demais suas demandas, perspectivas, desejos, diferenças. A defesa do direito à liberdade de expressão não é simples e a censura é uma ameaça permanente, sobretudo quando as ideias contrariam os poderes instituídos. Discutir a importância da liberdade de expressão na Democracia, com respeito ao próximo, é a nossa missão.


 

6º C OS DIREITOS SOCIAIS PARA ALÉM DO INDIVÍDUO


 

Um sonho sonhado sozinho é um sonho.
Um sonho sonhado junto é realidade.


Yoko Ono. 1970

O capítulo II da Constituição trata dos Direitos Sociais. O Art. 6o reza que “são direitos sociais a educação, a saúde, a alimentação, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição (EC no 26/2000 e EC no 64/2010).


 

Vivemos um momento crítico de discussão e de redefinição de uma série de direitos assegurados na Constituição que, segundo alguns, dificultam o desenvolvimento econômico da sociedade, ou mesmo a possibilidade da sociedade se reproduzir a médio e longo prazos. O debate é quente e sua resolução – ao menos em uma perspectiva democrática – depende de nossa capacidade de ouvir e negociar as diferenças de tal forma que alguns direitos sociais estejam assegurados em lei e que se criem as possibilidades econômicas de seu financiamento. Debater essa questão a partir da Democracia como sistema social e sua viabilidade econômica é nossa missão.


 

D  TODOS SÃO IGUAIS PERANTE A LEI?


 

A justiça sem a força é impotente, a força sem justiça é tirana.

Blaise Pascal

A essência dos Direitos Humanos é o direito a ter direitos.

Hannah Arendt

"Às favas, senhor presidente, neste momento, todos os escrúpulos de consciência." Essa frase foi formulada pelo ministro Jarbas Passarinho na reunião que anunciava o Ato Institucional n. 5 em 1968, durante a ditadura militar no Brasil. Com aquele ato, diversos direitos individuais e coletivos foram suspensos, instituindo um modelo social autoritário que criava e alterava as leis segundo suas conveniências. Sem as garantias sociais do Direito, qualquer pessoa poderia ser acusada e presa, arbitrariamente, assim como os direitos de reunião e associação foram suspensos. O crescimento econômico – com ordem e progresso – torna-se um pensamento único imposto a todos pela força. O processo de redemocratização da sociedade permanece inacabado, mas grandes avanços foram feitos no sentido das Garantias Constitucionais. Pensar a importância dos direitos a partir da tragédia que constitui sua suspensão é o objetivo central dessa proposta.


 

7º ANO

TEMA GERAL

LIBERDADE

Liberdade é uma palavra que o sonho humano alimenta, não há ninguém que explique e ninguém que não entenda.

Cecília Meireles


 

7º A O QUE SIGNIFICA SER LIVRE?

Ser livre é ser sujeito de si mesmo

J. P. Sartre

A liberdade de todos é pressuposto à liberdade de cada um”

K. Marx

A liberdade é um anseio de toda a humanidade. O problema da liberdade é que ela só pode existir plena, ou nula. Plena ela não existe.

C. Lefort

A liberdade é, frequentemente, concebida como um atributo interior e, principalmente, como algo que se opõe à clausura. Poucas vezes, na verdade, indagamos o que significa exatamente “ser livre”. Individual ou coletiva, ela é, sem dúvida alguma, um dos elementos mais perseguidos ao longo de toda a história humana. Refletir acerca de algumas concepções de liberdade (individual e coletiva) e sua importância para a humanidade constitui a tarefa central do tema.


 

7º B LIBERDADE E RESPONSABILIDADE

Tudo quanto aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade.

V. Hugo

A maioria das pessoas não quer realmente a liberdade, pois liberdade envolve responsabilidade, e a maioria das pessoas tem medo de responsabilidade.

S. Freud

É muito comum e confortável que se credite à sorte, a seres imaginários (ou externalidades) ou ao azar, os aspectos bons e ruins de nossas vidas. Destino, carma ou fatalidade são elementos que compõem nosso imaginário e povoam nossos discursos. A liberdade de escolha – livre arbítrio, por exemplo – implica nos responsabilizarmos por nossas ações e, portanto, impõe àquele que escolhe responsabilidades sobre suas decisões. Pensar a Liberdade em relação à responsabilidade (política, ética, moral) é o centro de nossa proposta.


 

8º ANO

TEMA GERAL

Uma FOME de...

COMIDA


 

8º A A FOME “NO-DO” MUNDO

A ONU estima que cerca de 795 milhões de pessoas – mais de 10% da população mundial – estejam passando fome no mundo e isso ocorre em todos os continentes, em maior ou menor grau. Essa carência alimentar não está associada à nossa incapacidade técnica de produzir, armazenar e transportar alimentos, mas a aspectos sociais, políticos e econômicos do modelo hegemônico nos dias de hoje. Diagnosticar o estado da fome no mundo atual, discutir seus contornos sociais, políticos e econômicos e investigar algumas iniciativas e propostas para sanar essa tragédia é o objetivo de nossa proposta.


 

8º B ALIMENTAÇÃO E CONSUMO: A CRÍTICA DO SLOWFOOD

Na contramão da fome no mundo contemporâneo, sobretudo nas áreas centrais dos países, verifica-se um aumento do consumo de comida, especialmente das comidas industrializadas. A oferta é imensa tanto nas cadeias internacionais – com seu apelo mercadológico – quanto nas comidas industrializadas dos saquinhos e embalagens do supermercado. Acreditando que comer é mais que apenas se alimentar, surge na Itália, em 1989, um movimento que se denominou slow-food, cuja ideia central é de que “A forma como nos alimentamos tem profunda influência no que nos rodeia - na paisagem, na biodiversidade da terra e nas suas tradições. Para um verdadeiro gastrônomo é impossível ignorar as fortes relações entre prato e planeta. Além disso, melhorar a qualidade da nossa alimentação e arranjar tempo para a saborear, é uma forma simples de tornar o nosso cotidiano mais prazeroso”. Refletir em torno desse paradoxo é, sem dúvida, um aspecto importante da sociedade contemporânea, ao menos àqueles que têm acesso à comida e que podem escolher o quê e como se alimentar.


 

8º C COMER BEM: O QUE É ISSO?

Se ligarmos a televisão veremos que há, hoje, um conjunto bastante variado de programas de gastronomia que tentam contemplar todos os gostos. Há programas cujo objetivo é apenas ensinar a cozinhar o trivial, outros fazem receitas elaboradas – muitas vezes com ingredientes exóticos –, há alguns competitivos de quem prepara melhor esse ou aquele produto, e outros preocupados com a saúde dos alimentos - ou daqueles que os consomem. Os vegetarianos – em suas várias modalidades (Ovolactovegetarianos, Lactovegetarianos, Vegetarianos estritos ou Veganos) discutem – e nos fazem refletir – acerca de aspectos éticos, morais e políticos da alimentação. Todo esse movimento nos convida a investigarmos nossos hábitos e costumes alimentares (ou seriam gastronômicos?) para respondermos uma questão: afinal, o que é comer bem?


 

9º ANO

TEMA GERAL

Uma FOME de...

IDEOLOGIA

The unending gift

Um pintor nos prometeu um quadro. / Agora, em New England, sei que morreu. Senti, como outras vezes, a tristeza de compreender que somos como um sonho.

Pensei no homem e no quadro perdidos. (Só os deuses podem prometer, porque são imortais).

Pensei num lugar pré-fixado que a tela não ocupará. Pensei depois, se estivesse aí, seria apenas com o tempo uma coisa a mais, uma coisa, uma das vaidades ou hábitos da casa; agora é ilimitada, incessante, capaz de qualquer forma e qualquer coisa e não atada a ninguém.

Existe de algum modo. Viverá e crescerá como uma música e estará comigo até o fim. Obrigado, Jorge Larco. (Também os homens podem prometer, porque na promessa há algo imortal).

Jorge Luís Borges


 

9º A A IMPORTÂNCIA DO PROJETO

Paul Valery afirmou certa vez que “o futuro não é mais o que era”, o que inaugura uma ruptura na forma pela qual os humanos produziram grande parte dos sentidos de suas ações, seja no medo do Juízo Final, seja na necessidade de acreditar no progresso moral da humanidade. Os tempos atuais, com a supremacia do presente em movimento constante, nos faz desacreditar em um futuro melhor – ainda que relativizada pelo fundamentalismo religioso de grandes populações – e colocam em xeque a conduta moral e ética dos indivíduos. O consumo em larga escala – considerado por Milton Santos como o único fundamentalismo das sociedades contemporâneas – parece não ser capaz de oferecer referenciais de produção de sentido para a vida humana para além de si mesma. A ideia aqui é discutir o papel da projeção do tempo para além do presente e a importância de se construir um projeto, mesmo que de curto prazo, antes que seja tarde demais.


 

B EU QUERO UMA PRA VIVER...

O século XX foi marcado pela ascensão e queda dos mais diversos tipos de ideologias, cujas promessas se mostraram inatingíveis. O socialismo, o fascismo, o nazismo e outros “ismos” conduziram grandes grupos por caminhos que se mostraram, se não terríveis, muito pouco férteis na construção do futuro. Uma das marcas importantes da passagem dos séculos foi a fragmentação das verdades, o que deixou muita gente “desnorteada” ou mesmo descrente de que há um sentido para se estar aqui. O hedonismo (mais um ismo) parece não dar conta de nossas vontades, por isso a fome de ideologias pode ser compreendida como uma busca de se criar algo (objetivo ou ideal) pelo que valha a pena.


 

1ºANO

TEMA GERAL

Uma FOME de...

RESPEITO

A O RESPEITO À DIFERENÇA: ALTERIDADE

Um dos aspectos importantes da nossa contemporaneidade é o movimento de pessoas que faz com que muita gente diferente seja colocada em contato direto compondo formações sociais bastante complexas em cada um dos lugares. Compreender e respeitar as diferenças não é tarefa fácil, pois implica deslocamentos, nem sempre tranquilos, de hábitos, costumes, crenças. Para tornar as coisas ainda mais complexas, as negociações entre as diferenças (quando acontecem, e sempre acontecem) impõem uma velocidade grande nas mudanças, difíceis de serem acompanhadas por todos. De certa forma, o “outro” aparece, se não como ameaça, como um desafio. Respeitá-lo é considerar a plausibilidade de sua existência e desafiar a si mesmo como referência. Esse movimento é uma exigência dos tempos atuais; as minorias se fazem presentes na esfera pública e demandam respeito à sua existência. Os slogans “respeita as mina”, 100% negro, as diversas manifestações LGBTs, ou os rolezinhos são exemplos da existência da diferença e o desafio que se impõe para todos nós: viver na diferença.


 

1º B AOS MEUS DIREITOS, E AOS DOS OUTROS

Em uma Democracia, compreendida como um sistema social e não apenas como forma de governo, a afirmação das leis e dos direitos é um elemento fundamental, ainda que de difícil entendimento em todo o mundo. Conhecer seus direitos e seus deveres é parte fundamental da responsabilidade dos cidadãos, que devem militar por sua afirmação não apenas no plano individual, mas também no plano coletivo. No sistema atual no qual indivíduos e instituições são postos em competição permanente, a luta pelos direitos, sobretudo os direitos sociais, tem sido relevada ao segundo plano. A aceitação de que se pague um salário mínimo, que sabidamente não garante a possibilidade de uma vida digna a ninguém; a persistência da escravidão em muitas relações trabalhistas; ou mesmo os deslizes morais – e práticas nem sempre desejáveis – do cotidiano aos quais quase todos nós estamos submetidos, são exemplos de nossa dificuldade em lidar com os Direitos Sociais. Compreender a importância do direito de todos e, se possível, pensar uma agenda de prioridades da afirmação dos direitos em nossa sociedade é o desafio de nossa tarefa.


 

C AO BEM PÚBLICO

A propriedade privada é, ao mesmo tempo, uma realidade jurídica e um valor social no sistema capitalista. Ser proprietário de algo, em particular (privado), permite não apenas a determinação final do proprietário sobre o objeto de sua propriedade, mas também determina uma condição social pela diferenciação entre aqueles que detém muito e os que detêm pouco ou quase nada. No entanto, há um conjunto de elementos que não pertencem em exclusividade a ninguém em particular: esses são os bens públicos, que podem variar de algo concreto, como uma praia, até algo abstrato como a Língua partilhada em uma sociedade ou a educação das crianças. Em nossa sociedade, os bens públicos são frequentemente mal compreendidos, identificados como “estatais”, obrigações do Estado, o que gera uma espécie de desresponsabilização, por parte dos cidadãos, seja sobre seu gerenciamento, seja sobre sua conservação. O respeito ao bem público consiste em um desafio para as sociedades em geral mas no Brasil, em particular, é um desafio para a sociedade que se constituiu na propriedade privada (inclusive de pessoas na mais longa escravidão do ocidente) e dos privilégios. Refletir sobre o significado da coisa pública e a necessidade de respeitá-la é fundamental.


 

2º ANO

TEMA GERAL

Uma FOME de...

CONHECIMENTO


 

AS FORMAS DO CONHECIMENTO NA CONTEMPORANEIDADE:

O sentido último do conhecimento filosófico não é tanto solucionar enigmas quanto descobrir maravilhas”.

N. Hartmann

A ciência é um enigma que renasce, uma solução que cria um problema”

G. Bachelard


 

2º O EU E O OUTRO COMPARTILHANDO DIFERENÇAS, CONSTRUINDO IDENTIDADES:

O processo de globalização tem colocado um desafio para todos aqueles que nele vivem e produzem suas identidades na relação com o(s) outro(s): viver com o OUTRO, conviver, mais que tolerar. Isso não é uma tarefa simples, afinal, como escreveu Sartre, “O inferno são os outros”. O mundo globalizado gerou uma situação inédita de contato humano com as diferenças, seja no interior de uma mesma sociedade, cada vez mais híbridas e complexas em sua construção cultural e multi-referenciada produto do movimento de populações e das culturas em escala global, seja entre diferentes sociedades que devem conviver e se relacionar em uma esfera pública cada vez mais ampla e global, na qual se atritam valores e interesses diversos. Conhecer o outro é, neste sentido, mais que uma possibilidade, um dever para quem quer viver neste mundo cada vez mais complexo e múltiplo em suas referências. Desenvolver estratégias de conhecimento do outro interior e do outro externo é o desafio que propomos para este projeto de trabalho.


 

2º B O DIÁLOGO NECESSÁRIO – reconhecimento da existência da pluralidade

Segundo Boaventura de Souza Santos, a ecologia de saberes “tem como premissa a ideia da diversidade epistemológica do mundo, o reconhecimento da existência de uma pluralidade de formas de conhecimento além do conhecimento científico. (...) Em todo o mundo, não só existem diversas formas de conhecimento da matéria, sociedade, vida e espírito, como também muitos e diversos conceitos sobre o que conta como conhecimento e os critérios que podem ser usados para validá-lo”. Esse princípio está associado ao reconhecimento da existência de um mundo complexo que articula e põe em movimento um conjunto bastante diverso de problemas e de saberes, o que faz crer que nenhuma das formas de conhecimento isolada é ou será capaz de oferecer boas respostas para nossos problemas na globalização. Caetano Veloso, ao reconhecer o mundo “fora da ordem”, sugere um caminho que nos parece fértil. Diz ele: “Eu não espero pelo dia em que todos os homens concordem. Apenas sei de diversas harmonias bonitas possíveis sem juízo final”. Construir o diálogo implica em reconhecer o outro e, mais que isso, ouvi-lo naquilo que ele tem a acrescentar. Pensar esse diálogo, potência e dificuldades, é o grande desafio que aqui nos propomos.


 

2º C DOMÍNIO DO MUNDO: a legalidade do saber não-formal

A sabedoria popular é, sem sombra de dúvida, a mais antiga forma de produção de conhecimento humano. Sua gênese e desenvolvimento estão associados à experiência individual e coletiva dos homens e mulheres desde nossa aparição como espécie até os dias de hoje. É um saber em aberto, em construção, que oferece respostas tanto a problemas de ordem biológica – como definindo o que é e o que não é comida e as diferentes formas de seu preparo - , até questões de cunho moral como o que é certo e o que não é, o justo e o injusto, o permitido e o interdito. Produzido com forte componente intuitivo e prático, esse conhecimento, a despeito de sua eficácia na organização social, foi – e é – muitas vezes menosprezado como um saber fraco, pouco potente, crendice. Investigar aspectos dessa sabedoria popular e sua importância para a experiência humana na contemporaneidade é a missão que nos colocamos nesse projeto.


 

3º ANO

TEMA GERAL

Uma FOME...

DO OUTRO

Quero falar da descoberta que o eu faz do outro. O assunto é imenso. Mal acabamos de formulá-lo em linhas gerais já o vemos subdividir-se em categorias e direções múltiplas, infinitas. Pode-se descobrir os outros em si mesmo, e perceber que não é uma substância homogênea, e radicalmente diferente de tudo o que não é si mesmo; eu é um outro. Mas cada um dos outros é um eu também, sujeito como eu. Somente meu ponto de vista, segundo o qual todos estão e eu estou só aqui, pode realmente separá-los e distingui-los de mim. Posso conceber os outros como uma abstração, como uma instância da configuração psíquica de todo indivíduo, como o Outro, outro ou outrem em relação a mim. Ou então como um grupo social concreto ao qual nós não pertencemos. Esse grupo, por sua vez, pode estar contido numa sociedade: as mulheres para os homens, os ricos para os pobres, os loucos para os ‘normais’. Ou pode ser exterior a ela, uma outra sociedade que, dependendo do caso, será próxima ou longínqua: seres que em tudo se aproximam de nós, no plano cultural, moral e histórico, ou desconhecidos, estrangeiros cuja língua e costumes não compreendo, tão estrangeiros que chego a hesitar em reconhecer que pertencemos a uma mesma espécie”.

Tszvetan Todorov

No Império do EU – no Bloco do Eu sozinho – o outro aparece como uma ameaça, como algo que me perturba. Eu preciso, ou mesmo quero isso? Que lugar esse outro tem em minha vida?


 


 


 

 

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