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COLÉGIO OFICINA 2018

TEMA DO ANO: BRASIL: QUANDO VI VC ME APAIXONEI

Marcelo Faria

Temas por série e turma

 

6º ANO A MÚSICA E AS REPRESENTAÇÕES SOCIAIS:

A música é, com certeza, uma das mais ricas manifestações culturais da sociedade brasileira. Nos quatro cantos de nosso território, nos campos e nas cidades, nas periferias e nos centros há sempre alguém tocando, cantando, compondo o(s) ritmo(s) da vida, suas dores, amores, presenças, faltas, enfim tudo aquilo que a vida oferece, ou tira. O samba, “pai do prazer, filho da dor” expressa uma diversidade imensa de experiências traduzidas em seus toques e cantos, cada qual com suas particularidades; O Sertão vivido, ou perdido no imaginário do migrante, revela-se nas letras do Xote, do Xaxado e/ou do Baião em toda a sua densidade; No Brasil urbano que se consolidou no último quarto do século XX, o Tropicalismo surge como a tentativa de refundação de uma identidade nacional, retomando e atualizando referências antropofágicas mescladas com elementos da contra cultura e da globalização; o Rock brasileiro dos meninos de classe média indignados das grandes cidade como Brasília, Rio, Salvador e São Paulo anunciam mudanças importantes de um país que se transforma em alta velocidade, sem que as estruturas sociais, bastante desiguais sejam superadas; por fim O Hip Hop, importado dos EUA e refundado nas periferias, expressa o universo duro da marginalização que se faz ouvir no centro, não apenas como ruído, mas como fala. Investigar essas manifestações culturais e procurar interpretar sua importância na construção do Brasil é o objetivo de nossa empreitada.

 

SUBTEMAS


A - SAMBA –  –  SAMBA, “PAI DO PRAZER. FILHO DA DOR
Como diziam Caetano e Gil, o samba é o pai do prazer, é filho da dor, O samba é, sem dúvida, uma das mais importantes expressões da cultura popular. Brasileiro, em sua origem e modo de ser, o samba assumiu diversas formas e modalidades: samba de roda, partido alto, pagode, samba enredo e por aí vai. Nas favelas, periferias, beira mar, o samba reúne pessoas que, por ele, expressam suas dores, seus dizeres e seus amores, enfim, sua “gentidade”. Apesar de um certo imaginário ligado à alegria, as dores do amor, do abandono social, das paixões não compreendias se misturam aos tambores, cavaquinhos, tamburins e afins, produzindo um ritmo e uma poesia que expressam um viver no fio da navalha, entre o prazer e a dor.

 

B - XOTE XAXADO E BAIÃO – O SERTÃO VISTO DE DENTRO E À DISTÂNCIA.
O idioma ia ser nordestinense A bandeira de renda cearense “Asa Branca” era o hino nacional O folheto era o símbolo oficial A moeda, o tostão de antigamente Conselheiro seria o inconfidente Lampião, o herói inesquecido Imagine o Brasil ser dividido E o nordeste ficar independente. A vida s=nem sempre foi fácil – e ainda não é – neste nordeste, mas uma peleja diária contra a´falta d’água – uma possibilidade sempre presente – que expulsa e dificulta a vida do nordestino do sertão. A perda da colheita, a necessidade de migrar, e a distância do lugar de referência – ou da mulher amada – foi cantada por muitos cancioneiros que animaram, ou tornaram viável, a sobrevivência ante a diáspora. Através da música, da comida, da cachacinha e do amor encontrados na música e na dança ritmada expressa muito da condição dos des-re-territorializados que têm, na afirmação de suas identidades o xote, o xaxado e o baião como armas de luta, ou travesseiros em que se deita e sonha com uma vida melhor.   

 

C - TROPICALISMO – ANTROPOFAGIA REEDITADA
O poeta desfolha bandeira e a manhã tropical se inicia! Assim Torquato Neto inicia uma das mais emblemáticas músicas do movimento tropicalista. Uma tentativa de (re)fundar a cultura brasileira misturando referências do mundo tropical antes da chegada dos portugueses, da mistura de raças que nos deu origem enquanto povo, de referências de um mundo globalizado que ali ainda engatinhava. O nome, inspirado na obra de Oiticica que misturava o mundo tropical e a TV já anunciava o espírito e a representação daqueles homens e mulheres que buscavam um novo Brasil. Uma cultura híbrida (misturada) que anuncia, por sua própria característica, uma pluralidade de referências sistematizadas em uma estética nova, ao mesmo tempo nacional e global, ou, o mundo a partir daqui. 

 

D - ROCK BRASIL: OS REBELDES (quase) SEM CAUSA
No início da década de oitenta, diversos grupos de meninos se reuniram em várias grandes cidades do Brasil, com suas guitarras, baterias, baixos e uma vontade enorme de gritar, pro-tes-tar! Razões não faltavam: regime militar, sufocando a cultura e a economia, caía de maduro sem propostas; uma vontade de democratização misturada com crítica social (quase sempre de classe média) dava aos meninos (é isso mesmo, quase não tinha meninas) os motes para suas letras e músicas. Garagens, parques, ruas, praças iam servindo de palco para os shows que, rapidamente, se transformaram numa febre nacional. “Que país é esse?” perguntava Renato Russo, “Polícia para quem precisa de polícia”, atiravam os Titãs,  “a sua piscina está cheia de ratos, suas ideias não correspondem aos fatos” urrava Cazuza, e por ai vai. Uma mistura de juventude que gritava a seu modo e que inaugurava um novo jeito de olhar pro país.

 

E - FUNK & HIP HOP E A CULTURA DA PERIFA VAI AO ALÉM
Este lugar é um pesadelo periférico! Essa é uma das frases lapidares de Mano Brown em seu já clássico “sobrevivendo no inferno”. A dor da periferia, a denúncia de seu abandono e uma posição mais combativa foi se formando como referência. A batida globalizada do hip hop das periferias globais associada a uma narrativa ritmada do terror daqueles que habitam as periferias de um dos países que mais mata no mundo (são 30 mil assassinatos por ano, ou 1 a cada 11 minutos) e no qual os negros jovens da periferia têm 147 por cento mais chance de ser morto. Um protesto contra a marginalização, a falta de horizontes, enfim, do direito à cidade. Resposta: uma narrativa seca que é, sem dúvida, fundamental para quem quer se aproximar desse universo de segregação e resistência. Mãos à obra, ou vamos a luta! 


7º ANO NATUREZA E MEIO AMBIENTE NO PARAÍSO TROPICAL:
Um dos aspectos marcantes da produção do espaço brasileiro, desde a chegada dos europeus, tem sido a forma predatória com que exploramos nossos recursos e organizamos nosso território. A lógica da colonização (de expropriação sem investimento ou conservação) se impôs – e de certa forma permanece como norma – a todo o território, com consequências importantes tanto ambientais como sociais, ou melhor seria dizer socioambientais.  Conhecer a biodiversidade tropical é um imperativo em um mundo que se globaliza em alta velocidade e converte quase todos os lugares em espaços produtivos do sistema mundo. A diversidade ambiental, para se sustentar parece exigir novas formas de apropriação da natureza que os chamados “povos da floresta” têm muito a nos ensinar. No entanto, o que se verifica, na maioria dos casos, é a prevalência dos grandes projetos que marginalizam esses povos em nome do desenvolvimento econômico. Organizações sociais nacionais e internacionais brigam – junto com os movimentos sociais – por formas mais sustentáveis de apropriação da natureza e produção de nossas vidas. Um dos recursos fundamentais neste debate é, sem dúvida a água. O Brasil possui a maior reserva hídrica do mundo, mas sua gestão tem sido bastante conturbada, seja no que se refere à produção e consumo em larga escala, na poluição dos reservatórios e cursos, seja na eminência de transforma-la em uma mercadoria, com consequências ainda não conhecidas para as sociedades, ou mesmo a humanidade.


SUBTEMAS


A - BIODIVERSIDADE TROPICAL: UM MUNDO A SER DESCOBERTO E AS POSSIBILIDADES DE INCORPORAÇÃO (USOS SUSTENTÁVEIS) PELA DIVERSIDADE.
O período atual, diferente do momento da colonização, é marcado pelo debate em torno do meio ambiente, da biodiversidade e da (in)sustentabilidade dos usos que fazemos da natureza. As áreas tropicais – aonde se concentra a maior parte da biodiversidade do planeta – permanece como um universo a ser descoberto, ao menos para o mundo da ciência. Os povos da floresta, neste contexto, representam a possibilidade de se acessar um conhecimento vasto acerca da natureza, ao mesmo tempo em que representam o desafio de se encarar a diversidade – ambiental e social – como um princípio de sustentabilidade de apropriação da natureza. Investigar parte desse conhecimento do mundo tropical por parte dos povos da floresta e discutir a importância de usos sustentáveis desse ambiente é o objetivo de nossa proposta.


B - AMAZÔNIA: O MITO DA NATUREZA INTOCADA, A LUTA DOS POVOS DA FLORESTA, OS GRANDES PROJETOS DE INTEGRAÇÃO E SUA (IN)SUSTENTABILIDADE.
No livro O mito moderno da natureza intocada de A. C Diegues lê-se logo na apresentação No mundo em que a civilização urbano-industrial desenvolveu conhecimentos científicos, tecnologias e também meios poderosos de devastação da natureza, rompendo antigas alianças que ligavam o homem à natureza, os mitos ainda continuam vivos. Um desses mitos modernos, originário dos países industrializados, se refere às áreas naturais protegidas, consideradas pelo ecologismo preservacionista como o paraíso, um espaço desabitado, e que a natureza deve ser conservada virgem e intocada. Sucede que esse mito se confronta com outros mitos e simbologias que as populações tradicionais moradoras de parques nacionais protegidos (indígenas, pescadores artesanais, ribeirinhos) têm em relação ao mundo natural. Esse trabalho é também fruto de pesquisas e reflexões sobre o papel da diversidade sócio-cultural e diversidade biológica na afirmação da necessidade de se encontrar uma relação mais harmoniosa entre o homem moderno e a natureza. É inspirado nessa passagem que construímos a proposta de pensar a disputa entre os usos de natureza dos povos da floresta em tensão com os grandes projetos na Amazônia procurando investigar o melhor caminho a seguir no processo de apropriação social de seu espaço.


C - A QUESTÃO DA ÁGUA: ESCASSEZ, ABUNDÂNCIA E AS POSSIBILIDADES DE GERI-LA DE FORMA SUSTENTÁVEL.
Um dos aspectos críticos da chamada questão ambiental no mundo contemporâneo é a disponibilidade e usos da água. Embora a maior parte de nosso planeta seja coberto por água, o acesso a ela tem sido objeto de preocupação seja pela quantidade demandada (cerca de 800 milhões de pessoas não tem acesso à água de qualidade para produzir a vida) ou pelo crescente processo de contaminação de seus cursos e fontes. O Brasil detêm um dos maiores estoques de água doce do mundo – aquíferos, lagos e rios – nem sempre distribuído de forma homogênea. Assim grandes áreas, como o sertão nordestino, enfrentam períodos prolongados de escassez com consequências terríveis para suas populações e economia; as regiões densamente povoadas, como São Paulo, enfrentam uma demanda crescente por esse recurso que parece escassear a oferta a cada ano. Gerir adequadamente o acesso e a qualidade da água tem sido objeto de preocupação constante não apenas no Brasil, mas em todo o mundo, e é esse o objetivo de refletirmos sobre este problema, tendo como referência os desafios da sustentabilidade ambiental e justiça social no acesso à água.

 

8º ANO – MATRIZES CULTURAIS MARGINALIZADAS E SUA IMPORTÂNCIA NA CONSTRUÇÃO DA SOCIEDADE BRASILEIRA:
A sociedade brasileira é bastante diversa e traz em si, desde sua fundação, o encontro de três grandes matrizes: a indígena, a negra, e os europeus. Ao longo do processo histórico, a matriz branca foi se constituindo como dominante seja no processo econômico, seja na criação de normas de vida. Caetano Veloso expressou em sua letra O estrangeiro uma das mais fortes expressões dessa dominação e a necessidade de combate-la como norma. Diz ele, “O certo é saber que o certo é certo; O macho adulto branco sempre no comando; E o resto ao resto(...) Riscar os índios, nada esperar dos pretos”. Nos últimos anos, a luta pela afirmação da igualdade na cidadania, marcada pela diferença e pelo hibridismo tem nos deslocado para compreender a riqueza da contribuição cultural dos povos negros para além da escravidão, e das populações indígenas, para além do exótico. Investigar as contribuições dessas matrizes na composição da cultura nacional e a importância de sua afirmação na diferença é o centro de nosso trabalho.

 

SUBTEMAS

 

A - A MATRIZ INDÍGENA PARA ALÉM DO EXÓTICO: investigar organizações sociais complexas e diferenciadas; visitar cosmogonias alternativas que redefinem as relações entre os humanos, e destes com a natureza, para responder à questão: o que aprender com os povos da floresta no período atual?

 

B - A MATRIZ AFRICANA PARA ALÉM DA ESCRAVIDÃO: analisar a diversidade cultural dos negros e sua contribuição para a construção da cultura brasileira (cosmologias, hábitos e costumes); a religiosidade (combatida) como forma de resistência identitária; a luta pelo direito à negritude e os desafios para a construção de uma sociedade híbrida e multicultural.

 

9º ANO LUZ, CÂMERA, (N)AÇÃO: O Brasil e os brasileiros nas telas de cinema
A indústria cinematográfica dos EUA, mais que uma produção em série de filmes (de boa e má qualidade) fundou um jeito de ver filmes, uma maneira de se estar nas salas de projeção (ou em casa) muitas vezes copiados em outros lugares. O cinema brasileiro produziu, ao longo do século XX, uma quantidade enorme de filmes que representam a sociedade em sua diversidade. Vários foram os movimentos estéticos que tentaram forjar um Brasil no cinema, seja nos documentários, seja na ficção. O “povo brasileiro”, a “política” e o “feminino” aparece em diversos filmes cuja representação depende das filiações políticas, éticas, estéticas dos cineastas e de seus grupos. Assistir algumas dessas produções e discutir aspectos da sociedade brasileira nelas expressos  é o objetivo de nossa proposta.  

  
SUBTEMAS


A - O POVO BRASILEIRO EM DIVERSOS MOMENTOS DO CINEMA NACIONAL: Em diversos momentos o cinema brasileiro se ocupou de construir imagens do que se denomina “povo brasileiro”. Essas imagens variam muito em função dos momentos históricos nos quais os filmes foram produzidos, dos alinhamentos políticos dos sujeitos que os produziram, das propostas estéticas de cada cineasta, etc. Nossa proposta é assistir e tentar interpretar algumas das representações da sociedade brasileira desde os filmes da Atlântida, passando pelo Cinema Novo até a atual “retomada do cinema brasileiro”.


B - A POLÍTICA NAS TELAS: No Brasil, assim como em diversos outros países, o universo político foi matéria prima para a construção de diversas produções cinematográficas. Documentários sobre momentos da política brasileira revelam perspectivas múltiplas de entendimento e interpretação da história, assim como faz a ficção. Nossa proposta é construir entendimentos da política nacional em diversos momentos (a definir) a partir de filmes documentários e ficcionais que retratam esses momentos.


C -  AS IMAGENS DO FEMININO NO CINEMA NACIONAL: As mulheres – e o universo feminino – ocuparam papel de destaque no cinema brasileiro, e nele foram representados de diversas formas. Personagens femininas marcantes habitaram nossas telas de cinema construindo uma diversidade bastante interessante do papel da mulher em nossa sociedade. Dona Flor, Gabriela, Macabéia (A hora da estrela), Maria Bonita, Darlene (Eu tu eles), Val (Que horas ela volta?) Clara (Aquarius) são exemplos dessa diversidade que representam – e ao mesmo tempo inauguram – visões do feminino em nossa sociedade. Nossa proposta é de assistir filmes que retratam esse universo, interpretar as representações que ali se expressam e discutir a importância do feminino na sociedade brasileira.

 

-------- ENSINO MÉDIO --------

 

1º ANO AS LUTAS SOCIAIS PELA AFIRMAÇÃO DA CIDADANIA EM UM AMBIENTE HOSTIL AO DIREITO.
A ideia de uma sociedade construída pacificamente se constitui não apenas como um erro histórico, mas também como uma matriz de referência equivocada para a interpretação do presente. Um dos traços mais fortes da produção da sociedade brasileira é a violência com que os movimentos sociais de emancipação da condição de marginalização foram – e são – tratados pelas classes dominantes. Foi assim, com o genocídio indígena, a escravidão, os movimentos de moradia, a luta pela terra, e por aí vai. Os registros impressionam não apenas pela quantidade, mas também na qualidade das respostas violentas oferecidas pelo poder público – e pelas classes dominantes – às demandas populares. Pensar a importância da luta pela cidadania em um ambiente hostil aos direitos é o centro de nossas preocupações nesta tarefa.


SUBTEMAS


A - AS MINORIAS E SUA LUTA POR AFIRMAÇÃO NA ESFERA PÚBLICA, OU O QUE QUEREM AS RUAS? Os avanços sociais sempre foram produto de reivindicação de direitos e luta pela afirmação da cidadania. No Brasil, os movimentos sociais foram permanentemente combatidos (Martins, 1999), (Oliveira, 1999) e (Souza, 2009 & 2017) pelas elites que pouco ou nenhum espaço político concederam às demandas populares. Nosso intuito é discutir a importância dessas demandas e como criar mecanismos possíveis de seu atendimento, de tal forma que conduzam à afirmação de uma sociedade socialmente mais justa e politicamente mais democrática.


B - IGUALDADE, DESIGUALDADE E DIFERENÇA: A LUTA PELA DESTRUIÇÃO DE UMA, E AFIRMAÇÃO DA OUTRA EM UMA SOCIEDADE CADA VEZ MAIS COMPLEXA. A igualdade se opõe à desigualdade e não à diferença, assim, o que se pretende é identificar elementos que devem ser combatidos para a superação das desigualdades, incorporando – e ampliando – as lutas pelo direito à diferença, em uma sociedade que se apresenta cada vez mais complexa.


2º ANO – A POLÍTICA ENTRE O AUTORITARISMO E A BUSCA PELA DEMOCRACIA

 

SUBTEMAS

 

A - 1968 – 2018 AVANÇOS E PERMANÊNCIAS NA LUTA PELA DEMOCRATIZAÇÃO DO ESTADO; do auge do autoritarismo da ditadura até o momento presente, diversos foram os períodos de avanços e de retrocessos na democratização do poder do Estado e na construção de políticas públicas que favoreçam a inclusão social e a ampliação da participação social (democrática) nos destinos da nação. A ideia é investigar esses momentos (fim da ditadura civil-militar, diretas já!, constituinte, Nova República, etc.) e discutir o período atual – crítico – à luz desse movimento.


B - INDIVÍDUO, SOCIEDADE E ESTADO: UMA EQUAÇÃO DIFÍCIL DE SER RESOLVIDA. A Democracia é vista (inadequadamente) como a prevalência da vontade da maioria sobre as minorias; no entanto, podemos pensa-la como um processo social no qual cada indivíduo – ou grupo – pode se organizar para fazer valer, na esfera pública, demandas sociais para além de si mesmos. Em um período fortemente marcado (indexado) pelas demandas econômicas e pela privatização das demandas sociais <<reduzida a interesses particulares dos indivíduos >> propomos a importância de um resgate da dimensão política – da negociação permanente de questões coletivas – para a construção de uma nação mais justa e democrática. 

 

3º ANOS  - Que outro Brasil é possível?
Fugindo de uma perspectiva essencialista e postulando a nação como uma produção social histórica discute-se que Brasil é possível construirmos. Segundo o filósofo Castoriadis
“A instituição do mundo comum é de cada vez, necessariamente, instituição daquilo que é e não é, vale e não vale, como do que é factível e não factível, tanto no exterior da sociedade (relativamente à “natureza”) como no interior dessa. Como tal, ela deve necessariamente ser também “presença” para a sociedade do não ser, do falso, do fictício, do simplesmente possível, mas não efetivo. É mediante a sinergia de todos esses esquemas de significância que se constitui a “realidade” para uma sociedade dada”. (Castoriadis, 1975)
O feito e o ainda por construir interagem para a construção de novos mundos que são produto de nossas heranças, de nossos entendimentos, e claro, de nossas ações na produção do devir.

 

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