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Cultura popular em foco

Postada em Geral / Todos, 06 de Abril de 2015

“Cultura Popular – Não há saber mais ou menos: há saberes diferenciados” é eleito Tema do Ano em 2015.

Todos os anos, no Colégio Oficina, um eixo temático diferente é eleito para nortear as atividades e projetos pedagógicos a serem desenvolvidos ao longo do período letivo, uma “metodologia de projeto” em vigor desde 1997 na instituição.

Neste período, foram escolhidos temas variados de suma relevância para a formação cidadã dos alunos, a exemplo de “O MUNDO NÃO DEVE TER FRONTEIRAS, MAS HORIZONTES”, “Bahia, Bahia, que lugar é esse?”, “Soy loco por ti América”, “Terra, ar, fogo, água”, “África: em que espelho ficou perdida a minha face",
“MÚSICA: Diversidade e Identidade” e “Cinema”, entre outros.

Na última edição, em 2014, foi a vez da comunidade Oficina se debruçar sobre algumas das principais questões em voga nos debates sobre a pós-modernidade, enfrentando com muita propriedade o tema “SÉCULO XXI: TEMPO DE MUTAÇÕES”.

De acordo com a diretora Lurdinha Viana, escolher um tema do ano, na verdade, é o mesmo que criar um eixo central para a consecução dos projetos pedagógicos a serem desenvolvidos pela escola, especialmente o Conesco e o Oficina in Concert (OIC). Através dele, é possível construir um diálogo real com todas as áreas do conhecimento e levar para a sala de aula uma discussão que vai além do currículo formal, integrando-se efetivamente às atividades acadêmicas (aulas, propostas de trabalhos e avaliações, por exemplo).

Lurdinha explica que sem esse eixo não seria possível garantir a efetividade dos projetos, “pois não conseguiríamos garantir que o OIC, por exemplo, extrapolasse o perfil de um espetáculo e se convertesse em um produto pedagógico, fruto de um ano de trabalho”.

Para ela, os grandes desafios desse trabalho são: a construção dos subtemas, de modo a  adequá-los às diferentes faixas etárias; o encontro com as diferentes disciplinas e a preparação dos professores para dar conta de estudar, planejar e trazer para suas práticas docentes, observadas as especificidades de cada disciplina, propostas que preparem os alunos e alunas a cada ano.

Para o ano de 2015, o tema eleito foi “Cultura Popular – Não há saber mais ou menos: há saberes diferenciados”.  Entre os debates que serão provocados a partir deste “mote”, estão questões como: a difícil oposição entre cultura erudita e cultura popular; consumo e cultura; a cultura de massas e a indústria cultural; Cultura Popular - Tradição e Ruptura e Hibridismo e atualização - Uma imposição real.

O trabalho já começou em sala de aula e será aprofundado em breve, com a realização do Congresso de Estudantes (CONESCO). Na ocasião, os alunos organizam um evento com profissionais especializados, convidados para palestrar sobre os subtemas propostos a cada uma das turmas.

O professor Marcelo Faria, responsável pelo desenvolvimento da concepção temática deste ano, afirma que, em sua visão, a cultura popular é a expressão máxima de um povo, de suas possibilidades societárias, de seus valores crenças e costumes. Em face disso, entrar em contato com esse universo de grande diversidade não é apenas um exercício complexo e de grande valia, mas é encontrar-se com nossas referências coletivas. Contudo, de acordo com Marcelo, isso não significa adotar uma perspectiva romântica de adoração e respeito a qualquer custo, mas de conhecimento e de crítica, de produção de juízos. Diz ele: “Nossa identidade individual e coletiva (os limites são sempre muito tênues) não é algo que está fora de nós e que nós podemos descobrir, mas uma produção social em permanente movimento. Conhecer as referências da cultura popular é a possibilidade de afirmar aquilo que considerarmos positivo, agregador, produtor de vida; criticar o que nos atrapalha, bloqueia, dificulta. É acessar as possibilidades do devir para além do umbigo, no coletivo, no estar aqui com o outro. Fundamental para a identificação de cada um e a construção do nós”.

Marcelo explica, ainda, que o desafio central da construção de um debate como este é a abertura, a possibilidade do encanto com o que não é “eu mesmo”: “Se abrir para o novo, o incerto e, ao mesmo tempo, produzir fechamentos (entendimentos, compreensões) que nos permitam transitar no que colocamos diante de nós, ressignificando o fenômeno e a nós mesmos. É desafiar nossas identidades, não em busca do exótico, mas do que reside em mim do social. Olhar para o conjunto em uma sociedade que valoriza a pessoalidade, o narcisismo e o consumo. Deslocar. Esse me parece o maior desafio”. Mais um instigante desafio, a ser enfrentado conjuntamente por toda a comunidade Oficina, em um belo processo de construção de reflexões e aprendizagens.  

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